Amazon Leo no Brasil: roteador é homologado pela Anatel e aproxima chegada da internet via satélite
A Amazon deu mais um passo para iniciar a operação comercial do Amazon Leo no Brasil. O roteador desenvolvido para os clientes do serviço recebeu certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 14 de agosto de 2026.
A homologação é necessária para que o equipamento possa ser comercializado e utilizado legalmente no país. O dispositivo será responsável por distribuir dentro do imóvel a conexão recebida da infraestrutura de satélites.
O cronograma previsto para o lançamento comercial do Amazon Leo no Brasil estabelece o dia 29 de agosto como prazo, a menos que a empresa solicite uma nova extensão à Anatel.
A Amazon já havia realizado testes do serviço em duas cidades brasileiras no ano anterior, preparando a infraestrutura para uma possível expansão comercial.
Roteador do Amazon Leo tem Wi-Fi 6 e conexão com antena
O equipamento homologado possui o código de modelo L1LA10 e foi desenvolvido especificamente para integrar a conexão via satélite à rede local do usuário.
Entre os principais recursos encontrados no roteador estão:
- Wi-Fi 6 de duas bandas;
- Bluetooth Low Energy (Bluetooth LE);
- conectividade Zigbee;
- duas portas Ethernet RJ45;
- conexão dedicada à antena de satélite;
- entrada para alimentação elétrica.
Uma das portas Ethernet é utilizada para conectar o roteador à antena responsável pela comunicação com os satélites. A outra pode fornecer conexão cabeada para computadores, televisores, consoles ou outros dispositivos compatíveis.
O suporte ao Wi-Fi 6 permite que o roteador trabalhe com uma tecnologia de rede sem fio mais recente, enquanto Bluetooth LE e Zigbee acrescentam outras possibilidades de conectividade.
Quais são as conexões do roteador Amazon Leo?
Na parte traseira, o dispositivo possui três conexões principais.
A primeira porta RJ45 é destinada à ligação com a antena de satélite. A segunda oferece conectividade Ethernet para equipamentos que utilizam cabo de rede. Já a terceira conexão é destinada à alimentação elétrica.
Essa configuração concentra no mesmo equipamento a comunicação entre a infraestrutura de satélite e a rede interna do cliente.
Amazon Leo terá um roteador relativamente grande
Os documentos de certificação também permitem conhecer algumas características físicas do equipamento.
O roteador Amazon Leo L1LA10 apresenta aproximadamente 17 centímetros de largura e profundidade. Para um equipamento dessa categoria, são dimensões consideráveis.
A construção interna também contribui para o tamanho e o peso do dispositivo. A fonte de alimentação possui 140 watts e ocupa uma parte significativa do espaço interno. A estrutura utiliza ainda componentes metálicos.
Essas características diferenciam o equipamento de roteadores domésticos mais compactos encontrados normalmente no mercado.
Hardware do roteador utiliza chips da Qualcomm

O Amazon Leo L1LA10 utiliza diversos componentes da Qualcomm para executar suas funções de comunicação e processamento.
O conjunto inclui:
- QCA8081: utilizado nas interfaces Ethernet;
- QCN6112: responsável pelo rádio de 5 GHz;
- IPQ5018: principal componente de processamento do roteador.
O IPQ5018 possui dois núcleos Cortex-A53 da ARM e funciona como o principal sistema de processamento do equipamento.
A presença desses componentes permite que o roteador administre as diferentes interfaces de rede e estabeleça a comunicação necessária entre a conexão via satélite e os dispositivos conectados localmente.
Antena do Amazon Leo ainda precisa de homologação
Embora o roteador já tenha recebido aprovação no Brasil, o sistema ainda possui uma etapa regulatória pendente.
A antena do Amazon Leo, identificada pela Amazon como ODU em sua documentação, ainda precisa ser certificada pela Anatel.
A empresa não revelou nos documentos disponíveis qual é o significado da sigla ODU.
A homologação da antena será uma etapa essencial para completar a certificação dos principais equipamentos necessários para o funcionamento do serviço de internet via satélite.
Amazon Leo vai competir diretamente com a Starlink?
A entrada do Amazon Leo promete aumentar a concorrência no mercado brasileiro de internet via satélite de órbita baixa, conhecido pela sigla LEO.
Atualmente, a Starlink possui posição de liderança nesse segmento no Brasil, especialmente no mercado residencial. A empresa concentra a maior quantidade de clientes entre os serviços de internet via satélite e já ocupa uma posição relevante no mercado de banda larga fixa.
Com a chegada da Amazon, os consumidores poderão ter uma nova alternativa de conectividade via satélite.
Outras empresas também estão entrando no mercado
A competição não deverá ficar limitada à Amazon e à Starlink.
A Eutelsat OneWeb já oferece serviços no Brasil, embora sua atuação esteja concentrada no mercado empresarial.
A chinesa SpaceSail também recebeu autorização para operar no país, com a implementação prevista dentro do prazo estabelecido até 2028.
Esse cenário indica uma expansão gradual do mercado brasileiro de internet baseada em satélites de órbita baixa.
Amazon também disputa o mercado de conexão via satélite para celulares

A estratégia da Amazon vai além da oferta de internet via satélite para residências.
A companhia também pretende atuar na conectividade direta para smartphones em regiões remotas. Para ampliar sua presença nesse segmento, a Amazon adquiriu a Globalstar por US$ 11,5 bilhões, aproximadamente R$ 57 bilhões conforme os valores apresentados no material de referência.
Com a aquisição, a empresa passou a ter acesso à constelação de satélites existente, além de espectro e direitos de utilização.
Esse movimento amplia a estratégia da Amazon no setor de conectividade via satélite e coloca a companhia em posição para disputar diferentes áreas desse mercado.
Sky deverá vender a internet via satélite da Amazon
No Brasil, a comercialização da banda larga via satélite do Amazon Leo deverá contar com a participação da Sky.
Amazon e Sky estabeleceram um acordo em 2024 para oferecer o serviço no mercado brasileiro.
A parceria deverá ser importante para a distribuição da solução aos consumidores quando o serviço estiver pronto para sua operação comercial.
Quando o Amazon Leo será lançado no Brasil?
O lançamento comercial está previsto para agosto de 2026, com prazo estabelecido para 29 de agosto, caso não haja novo adiamento.
Antes da estreia, entretanto, ainda é necessário concluir a certificação da antena.
Principais etapas do Amazon Leo no Brasil
- O serviço já passou por testes em duas cidades brasileiras.
- O roteador L1LA10 recebeu homologação da Anatel.
- O equipamento oferece Wi-Fi 6, Bluetooth LE e Zigbee.
- A antena externa ainda aguarda certificação.
- Amazon e Sky possuem acordo para comercialização do serviço.
- O lançamento comercial está previsto para agosto de 2026.
O que a chegada do Amazon Leo representa para o mercado brasileiro?
A entrada da Amazon pode representar uma nova fase para o mercado brasileiro de internet via satélite.
A Starlink atualmente ocupa uma posição de destaque, mas a chegada de novos operadores aumenta a concorrência em uma tecnologia que pode atender regiões onde outras formas de conexão têm maior dificuldade de chegar.
O Amazon Leo entra nesse cenário com uma infraestrutura própria e uma estratégia que também contempla outros tipos de conectividade via satélite.
Para os consumidores, o principal impacto será a possibilidade de contar com mais uma empresa oferecendo soluções de conexão baseadas em satélites de órbita baixa.
Conclusão
A homologação do roteador Amazon Leo pela Anatel representa um avanço importante para a chegada da internet via satélite da Amazon ao Brasil. O modelo L1LA10 oferece Wi-Fi 6 de duas bandas, Bluetooth LE, Zigbee e conexões Ethernet, além de utilizar hardware da Qualcomm.
Apesar disso, o processo ainda não está totalmente concluído. A antena de comunicação com os satélites precisa receber sua própria certificação, etapa necessária antes da operação comercial completa.
Se o cronograma for mantido, o Amazon Leo poderá estrear no Brasil em agosto de 2026, entrando em um mercado dominado atualmente pela Starlink e que também conta com a presença ou planos de expansão de empresas como OneWeb e SpaceSail.
A chegada de um novo concorrente reforça o crescimento da internet via satélite no Brasil e pode tornar esse mercado ainda mais competitivo nos próximos anos.
